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Relatos que te farão perder o medo de arriscar viajar sozinho e com pouco dinheiro

O meu olhar nunca mais foi o mesmo depois que conheci o fascinante mundo do work exchange e um lugar chamado Cornwall, na Inglaterra!

Para quem pensa que a Inglaterra se resume a Londres, Oxford Brighton e arredores, muito provavelmente nunca visitou Cornwall, um condado localizado ao sudoeste do país. Relatarei aqui a maravilhosa experiência de trabalhar como voluntária em fazendas orgânicas nesse lindo lugar, onde pude ter o privilégio de vivenciar e enxergar a minha viagem de uma outra perspectiva.

Hoje existe uma série de programas de work exchange, uma forma de turismo colaborativo, onde se oferece trabalho em troca de moradia, e na minha opinião, essa foi a viagem mais rica que já fiz dentre outras tantas por aí. Ao invés de cumprir o protocolo de ficar em um hotel, hostel ou alugar um apartamento, é possível, principalmente para aqueles que estão viajando sozinhos, se hospedar no local onde pessoas nativas moram, e conviver com seus costumes, conhecer lugares que eles frequentam, além de ser uma ótima chance de aprender ou treinar um outro idioma.

Tive a oportunidade de morar durante um mês e meio em duas fazendas diferentes. A primeira, chamada Keveral Farm, que descobri através do programa WWOOF, foi a primeira delas. O trabalho consistia basicamente em ajudar os agricultores a colher vegetais e separar em maços para serem entregues à restaurantes. Eu morava em uma espécie de celeiro, onde dividia o teto com uma outra voluntária da África do Sul. Alguns outros voluntários moravam em caravans que ficavam estacionadas dentro da própria fazenda, o que é muito comum na Inglaterra, por ser um país bastante seguro.

Vista próximo a Keveral Farm
Vista próximo a Keveral Farm

Na época que fui, em setembro, foi perfeito, pois além da temperatura estar ótima e ainda conseguir aproveitar a praia, já não era mais alta temporada (junho, julho e agosto) então não precisei procurar vaga com tanta antecedência. Mas ainda assim haviam outros voluntários trabalhando, o que foi super legal, pois como tínhamos os finais de semana livres, nos reuníamos em pubs, festivais, visitávamos vilas e cidades vizinhas ou mesmo organizávamos jantares na fazenda.

Além dos moradores por curto período como eu, havia uma casa onde vivia uma comunidade de mais ou menos umas quinze pessoas, e para poder morar lá, primeiramente era necessário ser aceito por todos os demais moradores,  pagar um aluguel pelo quarto ou pela cama e seguir algumas regras pré acordadas, como por exemplo, exercer algum tipo de benfeitoria pela fazenda durante duas horas semanais (cortar a grama, fazer faxina nas áreas comuns, etc).

A segunda fazenda, chamada Haywood Farm, foi uma dica do Tom, um dos agricultores com quem trabalhei na Keveral Farm. Fiquei super animada quando soube que seria aceita lá, pois eu iria ajudar na produção de cider, uma bebida feita de maçã que traduzindo chamamos de sidra, mas que não tem absolutamente nada a ver com a sidra que existe no Brasil. Essa bebida é muito comum entre os britânicos e pode ser gasosa ou normal.

Toneladas de maçãs colhidas para a produção de cider
Toneladas de maçãs colhidas para a produção de cider

A fazenda era familiar e muito tradicional. O dono havia nascido nela e dificilmente saía para fazer qualquer coisa fora de lá. Tom, o filho do dono, cuidava da produção de cider e da lojinha que ficava dentro da própria fazenda. Ele, muito conhecido na região, organizava encontros todas às quintas-feiras com membros ou não do club cider (amigos do Tom que ajudavam na colheita de maçãs e na produção da bebida em troca de beber à vontade) para uma noite com churrasco, música e risadas.

A melhor parte de tudo isso foi o meu alojamento na Haywood Farm. Morei em uma casa móvel, que podemos chamar de uma caravan chique, com aquecedor, dois quartos, sala, cozinha. A casa ficava entre o bosque e o pomar. Eu simplesmente acordava rodeada de árvores por todos os lados! Era fantástico!

Casa móvel (caravan) do lado de fora.
Casa móvel (caravan) do lado de fora.
Sala da Caravan
Sala da Caravan

Mas caso fazendas orgânicas não sejam a sua “praia”, é possível optar por trabalhar em hostels, casas de família, ser guia turístico, ou até mesmo trabalhar em veleiros! Veja abaixo algumas dicas de sites de work exchange:

http://www.helpx.net/index.asp

http://www.workaway.info/

http://www.worknomads.com.br/

Cornwall tem uma curiosidade muito legal. Existem trilhas de pedestres que rodeiam toda a sua costa. Ou seja, é possível dar a volta por todo o condado simplesmente andando. Não faço a menor idéia de quantos meses isso duraria, mas garanto que é uma vista mais linda do que a outra. Alguns lugares que visitei e mais gostei:

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Polperro – vilinha muito charmosa próxima a Looe, onde é possível ficar horas sentado em um dos mirantes observando a maré subir e descer.

Polperro
Polperro
Polperro
Polperro

The Hurlers – o Reino Unido é conhecido por misteriosos círculos de pedras construídos no período Neolítico espalhados por diversos lugares, e esse é um deles.

Cheesewring –  fantástica formação geológica natural de pedras. O lugar é um campo aberto, onde é possível apreciar o pôr do sol sentado em um dos “queijos”. Por ser mais alto, acaba sendo um pouco mais frio também. Fica bem próximo ao The Hurlers.

Cheesewring
Cheesewring

Lantic Bay – essa é uma das praias mais bonitas que fui em Cornwall, pois é possível vê-la de cima de um precipício. Para acessá-la é preciso descer uma trilha, que demora em torno de quinze a vinte minutos. Vale a pena!

Praia vista do alto do precipício
Praia vista do alto do precipício

Golitha Falls – Uma reserva natural com cachoeiras.

Capela em Rame Head. A foto já diz tudo sobre o lugar! O  visual é de cair o queixo.

Capela ao topo
Capela ao topo
Vista do alto da capela
Vista do alto da capela

Port Isaac – lindos mirantes e propício ao mergulho, caso a água fria não seja o problema.

Port Isaac
Port Isaac

Polzeath – essa é a praia mais famosa dos surfistas. Lá é possível alugar pranchas acessórios para surfar.

St Ives – um dos lugares mais conhecidos em Cornwall. Vale a pena passar um fim de semana nesse lugar. As praias são muito bonitas e há diversos restaurantes e pubs.

Passagem a pé em St Ives
Uma das passagens que beiram a costa em St Ives

O acesso a alguns desses locais é um pouco difícil, sendo mais fácil de carro, o que não foi muito problema para mim, já que estava com pessoas locais que possuíam carro ou que me ajudavam com caronas, etc.

E não acaba por aí. Tive a oportunidade de assistir a apresentação de uma banda local chamada Wurlitza. Seu grande diferencial é dar vida aos filmes mudos, criando trilhas sonoras ao vivo para eles. É impossível de se explicar, apenas assistindo para entender tamanho talento desses artistas!

Tudo em Cornwall é muito mais barato  se comparado à Londres. Durante a semana eu não tinha gasto nenhum, já que não pagava por hospedagem e alimentação. Aos finais de semana, gastava uma média de 20 a 50 libras entre transporte, alimentação, pubs etc, tudo depende do programa a ser feito. Nenhum desses locais mencionados acima são cobrados entrada, com exceção da apresentação da banda Wurlitza.

Citação:

“Reserve um certo número de dias, durante os quais você deve se contentar com os suprimentos mais ínfimos e mais baratos, com a roupa mais simples e mais velha, perguntando-se a si mesmo: Eram essas as condições que eu temia?”

SÊNECA

Post Author
Amanda Barbosa

Comentários

6 Comentários
  1. postado por
    Amanda Barbosa
    jun 19, 2017

    Oi Max, tudo bem?

    Fico feliz que o artigo tenha te inspirado! Sim, tudo o que foi relatado faz parte de Cornwall (Cornualha).

    Fiz os contatos com as fazendas através do WWOOF Reino Unido. Funciona muito bem.

    Boa sorte!

  2. postado por
    Max de Matos
    maio 30, 2017

    Deu muita vontade de ir!

    Gratidão por compartilhar essa experiência, tudo que vc listou acima faz parte desde condado ?

    Para a fazenda você foi através do WWOOF? Pretendo ir esse ano ainda.

  3. postado por
    Amanda Barbosa
    jun 10, 2016

    Oi Jessica! Eu é que sou grata por tê-la por aqui! Espero poder ajudar cada vez mais! 🙂

  4. postado por
    Jéssica Magalhães
    jun 5, 2016

    Gratidão Amanda! Amei seu blog, suas dicas, suas fotos, gratidão por compartilhar com o mundo!

  5. postado por
    Amanda Barbosa
    jan 17, 2016

    Oi Patricia, tudo bem? Sim, eu encontrei a Keveral Farm através do programa WWOOF. As regras podem variar de acordo com o WWOOF de cada país, porém no WWOOF UK, o cadastro é valido por um ano. Existe a opção de voce adquirir o programa para duas pessoas, que acaba saindo mais em conta para aqueles que estão viajando em casal ou amigos. Voce se cadastra e faz o pagamento diretamente no site do WWOOF do pais onde vai se voluntariar. Eles (os sites WWOOF de cada país) nao são integrados entre si. Em relação ao Helpx, ele é similar ao Workaway. Testei ele na California e funcionou bem. Boa sorte!! Beijos

  6. postado por
    Patrícia Garcia
    jan 14, 2016

    Olá Amanda.. me identifiquei com o conteúdo do seu site, uma vez que também estou caminhando para mergulhar nesse universo de enriquecer a alma. Minha partida é para o começo de fevereiro para Bristol pois tenho um irmão que mora lá e vou aproveitar para estudar inglês em um período de 6 meses e nesse tempo pretendo ter experiências com o voluntariado.. já tenho cadastro no workaway e worldpackers e gostaria de saber se para fazer o contato com a fazenda Keveral você precisou fazer o registro no WWOOF.. pq pouco que sei sobre o wwoof diferentemente do workaway que o pagamento é válido por 2 anos e pode escolher qualquer lugar do mundo, nesse especificamente cada país desejado temos que fazer o pagamento.. Se tiver errada me corrija por favor! Sobre o help exchange não tenho conhecimento, vou até procurar me informar pois tenho visto bastante citação dele. Depois desses 6 meses pela Inglaterra a intenção é viajar por pelo menos mais 6 dessa forma.. então quanto mais informações tiver a respeito, melhor! Obrigada

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