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O que você faria se tivesse que ficar 10 dias sem poder pronunciar uma única palavra?

Certa vez, uma pessoa me contou que havia feito um retiro de dez dias onde se aprendia uma técnica de meditação que era possível sentir os ossos e que seguiam-se regras restritas como abster-se de falar, por exemplo. Pensei: isso parece ser interessante, vou procurar saber a respeito.

Nesse ano, eu decidi ir para esse retiro e ter um carnaval completamente diferente do que rege a tradição. Eu sabia que completar o curso seria desafiador: dez horas de meditação por dia; a última refeição era ao meio-dia (no final da tarde comia-se apenas uma fruta com chá); a regra do silêncio absoluto deveria ser respeitada durante todo o retiro, incluindo gestos ou contatos visuais; o uso de celulares, computadores, ipads era proibido, além de livros, revistas, etc.

Lendo todas as regras pensei que seria possível encarar, a não ser pelo fato dos dez dias em silêncio. Isso realmente me preocupava muito, pois quem me conhece sabe que sou bastante comunicativa, e o fato de precisar me acostumar com essa situação me deixava bastante incomodada.

Haviam por volta de oitenta pessoas no retiro, homens e mulheres eram completamente segregados. Dormíamos em beliches, o banheiro e o quarto eram comunitários, existiam kits para salvar insetos, pois não era permitido matar nenhum tipo de ser vivo. Acordávamos às 4:00h da manhã para a primeira meditação, tínhamos os períodos de descanso apenas durante as refeições e dormíamos por volta de 21:30h.

Mas ao contrário do que pensei, falar foi o menos importante naquele momento. O que realmente me incomodou muito foi fazer a minha mente parar de falar. Ela sim era incontrolável, e parecia que o silêncio potencializava os pensamentos, as nóias, os medos, e quanto mais eu tentava fazer ela parar, mais ela falava comigo.

Os três primeiros dias foram muito difíceis, pois sentia dores no corpo o tempo todo, não encontrava posição que me deixasse confortável, eu tinha a proeza de pensar em tudo, menos em me concentrar para seguir as instruções dadas pelo professor, e em vários momentos eu cheguei a achar que aquilo não era pra mim. A partir do quinto dia, fomos instruídos a não nos mexermos durante as meditações em grupo que aconteciam três vezes ao dia com duração de uma hora cada.

Sem falar, sem se mexer, sem comer… lendo assim parece mais uma tortura chinesa do que uma jornada espiritual, mas no decorrer dos dias eu comecei a perceber que minha mente já não me atormentava mais como antes, percebia que quando eu pensava em algum acontecimento que me incomodava muito, eu já não dava mais o peso que costumava dar, ele passava a ser menos importante, menos presente.

Esses desconfortos são chamados de sankaras, como se fossem feridas no subconsciente, que a Vipassana, a técnica ensinada, consegue atingir e fazer uma espécie de limpeza. Essa era a razão para tantos incômodos durante o retiro, eram os sankaras vindo à superfície e sendo erradicados. Curas de doenças psicossomáticas acontecem, pois ocorrem alterações nos padrões das células do corpo.

Ao concluir o curso percebi que eu realmente estava diferente. Por fora estava tudo igual, não raspei a cabeça e nem comecei a usar roupas estranhas, mas estava diferente por dentro. E ao contrário do que muitos pensam, não há uma fórmula milagrosa que te contam e como num passe de mágica você se transforma em uma outra pessoa. A teoria muitos de nós já temos, o que é necessário é a vivência, o treino, o empenho, essa é a fórmula.

Hoje, sinto-me mais centrada, menos nervosa, consigo aceitar as coisas mais facilmente sem fazer tantos questionamentos. Ainda estou muito longe do meu objetivo, mas já estou muito feliz em poder sentir as mudanças.

Mas você deve estar se perguntando: quanto será que isso custa? E eu respondo: NADA! A técnica é tão especial e pura que é cem por cento mantida por ex-alunos, por aqueles que receberam os benefícios dela e que desejam que mais e mais pessoas sejam presenteadas. Caso queira, você pode contribuir com uma doação a seu critério ao final do curso.

Buda, tentou diferentes tipos de técnicas de meditação, mas sentia que faltava algo em todas elas, sentia que faltava ir mais a fundo, na raiz de tudo, e foi na Vipassana que ele conseguiu chegar à iluminação. Parte-se do princípio de que o sofrimento é causado pelos sentimentos de apego, aversão ou desejo. Ela ensina a termos a consciência de que tudo é impermanente – dor, raiva, medo, paixão, etc – e com a prática limpamos esses padrões para assim condicionarmos a nossa mente a não reagir mais a esses sentimentos, nos mantendo equânimes e nos possibilitando levar uma vida mais rica!

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Amanda Barbosa

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