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5 motivos que farão você querer experiementar o Couchsurfing hoje mesmo

E foi em uma conversa com um amigo durante um encontro de final de ano que chegamos a essa postagem que você vai ler a seguir. O melhor de ter um blog é o retorno que as pessoas me dão a respeito de seu conteúdo, seja daqueles que o descobriram fazendo uma pesquisa na internet, seja por indicação de conhecidos que acharam os posts interessantes ou mesmo de amigos curiosos.

Eu trabalhei durante meses com o Renato e não fazia idéia da quantidade de vivências que ele já teve através do turismo colaborativo, que é um dos assuntos que mais gosto de abordar por aqui, e foi nesse papo de boteco que tomei conhecimento do quanto ele já foi feliz com tais experiências. Foi então que eu o convidei para compartilhar as aventuras dele e de sua namorada com os meus leitores, e confesso que ao ler esse texto, o meu corpo inteiro se arrepiou durante vários momentos:

Por Renato Rodrigues do site Passa Fronteiras:

Para começar nossa conversa, você já conhece o Couchsurfing?

Criado em 2003, o CS (para os íntimos) é uma mídia social que promove acomodação para viajantes ao redor do mundo. São cerca de 5 milhões de usuários dispostos a hospedar turistas de graça. Para participar você se cadastra no site (www.couchsurfing.com), preenche um formulário, insere fotos e compartilha seus gostos, filosofia de vida e experiência de viajante e pronto, já pode solicitar acomodação pelo mundo ou receber visitantes. É expressamente proibido cobrar pela estadia e você não precisa receber ninguém antes de pedir acomodação, na verdade, nem é necessário poder ou querer acomodar alguém para participar.

Eu e a Nayara entramos nessa no final de 2013 e desde então, recebemos mais de 20 pessoas e já nos hospedamos em 3 países diferentes e vou falar: a gente adora hospedar.

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Para o brasileiro, o CS é uma coisa fora do comum. Somos um povo muito desconfiado e o tempo todos nossos amigos nos questionam sobre segurança; dinheiro; intenções (é muito comum nos perguntarem se é uma coisa sexual); rotina; liberdade e mais um sem número de questionamentos.

E foram estes questionamentos que me fizeram listar cinco bons motivos para você abrir suas portas (e mente, coração, geladeira e sofás-cama) para aquele “gringo” vindo do outro lado do mundo.

1. VIAJAR SEM SAIR DE CASA

Não há jeito melhor de descrever o que é ser host do Couchsurfing. Quando recebemos nossas primeiras viajantes (duas estudantes alemãs) estávamos refazendo nosso caixa após a compra do apartamento e sabíamos que ficaríamos ao menos um ano sem viajar e aquilo estava nos deixando malucos.

Porém, com elas, a ansiedade diminuiu. Nós descobrimos muito sobre a Alemanha e o melhor, sobre a Alemanha fora de Berlin e dos pontos turísticos, isso sem contar toda a informação compartilhada sobre outros países que elas passaram. Foram horas viajando através de conhecimento compartilhado.

E foi sempre assim até que um ano depois, quando viajamos pela Europa, muitos do lugares e atrações foram decididos usando as experiências e conselhos dos nossos “amigos de passagem”.

Acredite, cada vez que um hóspede se vai ele deixa um lugar para você conhecer no futuro.

Deste jeito Eslovênia e Filipinas entraram na nossa lista de futuros destinos e a Polônia virou um dos melhores lugares que já visitamos…

2. AMIGOS, FRIENDS, FREUNDE, ZNAJOMYCH, PRIJATELJI…

Um dia eu fui ao metrô buscar dois hóspedes que estavam chegando (não, não é sua obrigação como anfitrião, mas eu gosto de fazer se não estiver trabalhando) e encontrei este jovem e incrível casal de jornalistas poloneses que passariam os próximos três dias conosco. Foi amizade à primeira vista.

Maja e Szimon partiram da Cracóvia para desbravar a América Latina em uma viagem de baixo custo. Ambos abandonaram seus ótimos empregos no principal jornal da cidade para descobrir uma terra completamente alienígena para eles.

Um problema em um voo fez que eles tivessem que passar mais 5 dias conosco, Meses depois, graças a uma escala em São Paulo, voltaram por 4 dias. Mais 6 meses se passaram e chegada a hora de voltar para casa eles decidiram pegar o avião para a Cracóvia partindo de São Paulo e assim passamos mais 3 dias juntos.

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E você tem que saber uma coisa sobre Maja e Szimon: Eles detestaram São Paulo desde o dia 1. Eles continuaram voltando por causa da nossa amizade.

Dai foi nossa vez de ir pra Cracóvia no que foi provavelmente a melhor parte da viagem à Europa. 5 dias conhecendo um país completamente estranho, mas perfeito graças aos nossos amigos.

Fomos às minas de sal de Wieliczka (coloque no google e prepare-se para incluir este lugar em seus futuros destinos); visitamos os campos de concentração de Auschwitz (um dos momentos mais intensos da minha vida); a fábrica de Schindler (onde foi gravado o filme, hoje um incrível museu); comemos Galareta (delicioso e meio nojento); bebemos vodka escura em um bar onde só se toca música judaica e todos dançam sobre as mesas e fomos recebidos como astros por toda cidade (eles não conhecem muitos brasileiros por aqueles lados).

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E eu só estou contando uma experiência de amizade aqui… e há várias outras. Todas intensas e sinceras.

Compartilhe seu teto, sua comida, sua água e vida com um viajante e há uma boa chance de você fazer um amigo para sempre.

Ah… Maja e Szimon publicaram um livro sobre a viagem e estamos nele. Eles também partiram para uma nova jornada nas Américas e advinha onde foi que eles passaram uma semana…

3. FÉ NA HUMANIDADE RESTAURADA

Temos equipamento fotográfico profissional e os aparelhos eletrônicos da vida moderna… nada de ostentação, mas certamente coisas que fariam falta. E todo mundo sempre pergunta: “vocês escondem estas coisas?”. Não, não escondemos. Não tiramos do lugar. Não movemos uma palha e quando saímos para trabalhar, eu pego a cópia das chaves e entrego para a visita. E todos os dias eu volto para casa e um segundo antes de abrir a porta eu penso “e se…?” mas nunca aconteceu nada. As surpresas quando abro a porta são as melhores do mundo… eu encontro o cheiro de algo que nunca comi antes, ou o sorriso de um turista cansado de andar pela cidade. Eu encontro uma história sobre um lugar distante e um monte de perguntas sobre nosso país.

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Um monge budista sul-coreano e ele me falou sobre o sentido da vida e sua religião até as duas da manhã. Mark e Chloe, dois ingleses que vivem em Dubai, nos contaram em detalhes sobre os planos de construir uma fazenda comunitária e viver de compartilhar. Mafey nos contou sobre seu coração partido e chorou ao escutar nossa história. Alessandro, o canadense, nos ligou da porta de casa porque não tinha ideia de como usar a chave para abrir a porta, já que não trancava uma há 15 anos.

Eu poderia continuar por muito tempo…

Não, ninguém nunca levou nada, mas deixaram muita coisa… deixaram uma lateral de geladeira forrada de cartas de agradecimento. Dezenas de presentes de todo o mundo. Sabores de pratos novos.

Alguns deles deixaram saudades…

4. BOAS HISTÓRIAS

Então tem esse monge budista em casa e ele me pede a chance de experimentar duas coisas: um filme brasileiro e uma cerveja. E eu chego em casa um dia lá está o monge, vestido tradicionalmente tomando uma Original e vendo Cidade de Deus. Teve a sueca que não podia comer quase nada por problemas estomacais e nós a levamos em uma feira de domingo e ela compra tudo que vê pois ama frutas e nunca viu tanta variedade e preços tão baixos. Naquela noite ela teria uma dor de barriga terrível e teríamos que ajudá-la. Tem o pai e filho argentinos que vieram aqui para a Copa do mundo e o pai era experiente e sábio e dividiu conhecimento comigo. Era a primeira vez que pai e filho viajavam juntos e dava para ver que eles estavam felizes.

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Nós temos boas histórias para contar e todas tiveram finais felizes.

5. VER MINHA CIDADE COM OS OLHOS DE TURISTA

Ao descrever nosso país e nossa cidade tantas vezes para os turistas eu percebi o quanto o Brasil é um lugar incomum e o quanto alguns problemas que reclamamos dia e noite não são comuns lá fora.

Dirigindo com as alemãs eu via no retrovisor como elas riam e se assustavam com os buracos e lombadas que temos nas ruas. Elas disseram que em sua cidade os eleitores nunca permitiriam aquilo.

Antes das novas leis de controle de velocidade propostas em São Paulo eu via como cada turista ficava assustado com nosso trânsito. Na maioria dos países não se passa de 50km/h, nem faróis vermelhos, nem faixas de segurança.

Nossos políticos indecentemente corruptos? Não são só nossos. Tem em todo lugar. Assim como os problemas de ensino, emprego, saúde. Talvez a maior diferença é que esses problemas só acontecem todos ao mesmo tempo em países como o Brasil. Mas todo mundo tem…

Quer saber? Aprendi a amar a feira de domingo com seus abacates, tomates, maçãs e morangos (um abacate em Dubai custa 18 reais), aprendi que somos felizes de nos abraçarmos e sorrirmos sem motivo e vi o quanto precisamos evoluir em bons modos e honestidade.

Sendo anfitrião, ao sair para passear com seus hóspedes, você irá a lugares que não vai há anos. Reparará em coisas terríveis que precisam mudar urgentemente e vai rezar para que algumas nunca mudem, você verá a sua cidade através dos olhos deles e algumas coisas irão te envergonhar e outras irão te encher de orgulho.

BONUS TRACK

Sabe o que dizem sobre línguas? Que você tem que praticar senão você perde.

Seu inglês vai ficar tinindo!

Agora pode abrir sua casa e ser feliz!

Saiba mais sobre o Couchsurfing nesse vídeo e aproveite para assinar o Canal Por Uma Vida Mais Rica no YouTube

 


PSX_20151216_093348Renato e Nayara são os donos do Passa Fronteiras, site de viagens e informação para quem viaja mesmo na frente de um computador. Curta a página no Facebook

Post Author
Amanda Barbosa

Comentários

2 Comentários
  1. postado por
    Amanda Barbosa
    out 24, 2016

    Oi Claudia, tudo bem? Dá uma lida nesse post aqui acredito que irá te ajudar nas suas dúvidas.

    beijos

  2. postado por
    Claudia
    out 20, 2016

    Olá gostaria de saber como fazer as buscas pelas oportunidades e onde devo me cadastrar….

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