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União Européia aprova permissão de trabalho para estudantes internacionais

A União Européia tornou mais fácil a entrada e permanência de estudantes e pesquisadores, atraindo olhares principalmente de brasileiros que sonham em morar no exterior. As novas regras esclarecem e melhoram as condições de estudantes não pertencentes à UE, voluntários e au pairs. Saiba mais:

O Parlamento Europeu aprovou uma nova diretiva de vistos que estabelece padrões mínimos para os direitos de trabalho e permite movimentação interna de estudantes e pesquisadores internacionais, uma ação que visa tornar a União Europeia um destino mais atrativo para o estudo.

As novas regras mesclam diretivas já existentes e garantem que estudantes não-europeus e pesquisadores possam permanecer por, no mínimo, mais 9 meses após completarem seus estudos ou pesquisas, a fim de procurar por um emprego ou abrir um novo negócio. Em um comunicado oficial, o Parlamento Europeu disse que o movimento garante que a Europa se beneficie das habilidades qualificadas destes estudantes internacionais.

De acordo com as novas regras, estudantes não-europeus terão o direito de trabalhar por um mínimo de 15h semanais nos estados membros durante os seus estudos.

A nova diretiva também permite um maior movimento dentro da União européia para estudantes e pesquisadores. Estudantes não precisarão mais preencher uma nova aplicação para se movimentar de um estado membro a outro para realizar pequenos programas de intercâmbio, e terão apenas que notificar o estado membro para o qual estão se mudando. Além disso, pesquisadores terão o direito de trazer membros da família, que também serão elegíveis ao direito de trabalho.

Entretanto, o Reino Unido, Irlanda e Dinamarca optaram por ficar fora desta nova diretiva, o que significa que, para estes países, as novas regras não se aplicarão (vale ressaltar que a Irlanda é um dos poucos destinos de intercâmbio que o estudante ainda pode trabalhar legalmente).

“Estou feliz que a UE reconhece o valor de atrair pessoal altamente qualificado para vir até nós e seduzi-los a ficar através da criação de um sistema europeu harmônico que se aplica a todos os estados membros”, disse Cecilia Wikström, uma das líderes do parlamento europeu.

“Isso sem dúvidas significa que as universidades europeias estarão aptas a fortalecer sua competitividade na arena global e se tornarão mais atrativas do que nunca para pessoas ambiciosas e altamente educadas de outros países, graças a estas condições consideravelmente melhoradas”, ela adicionou.

A União dos Estudantes Europeus (ESU) recebeu bem a nova diretiva como um passo na direção certa, mas apontou que estudantes não-europeus não terão os mesmos direitos que estudantes domésticos, e destacaram que algumas propostas foram rejeitadas nesta nova diretiva, incluindo a sugestão de 18 meses de direitos pós-estudos e a carga horária de 20h semanais de trabalho durante os estudos.

“O documento final representa metade do que nós adoraríamos ver, já que as propostas do Parlamento Europeu eram muito mais avançadas em relação aos direitos para estudantes não-europeus, mas, mesmo assim, alguns dos nossos pedidos foram rejeitados”, disse Fernando Galan, presidente da ESU. “Nós esperamos que esta diretiva seja apenas um primeiro passo na garantia de que a Europa atraia mais estudantes internacionais ao seus campus, encorajando e aumentando sua internacionalização”.

A diretiva entra em vigor no dia após a sua publicação no Diário Oficial da Europa, e os estados membro terão dois anos para se adaptar.


Fonte: Study Travel | European Parliame

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Amanda Barbosa

Comentários

1 Comentário
  1. postado por
    sheila
    jul 2, 2016

    Esta lei ja e aplicada desde ods anos 80. Nao foi aprovada agora.

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