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Work Exchange na Romênia: como conhecemos o leste europeu gastando muito pouco

O blog Por Uma Vida Mais Rica foi idealizado para ajudar pessoas que sonham em viajar mais a tornar isso uma realidade possível, já que muitas delas (e você deve ser uma) acreditam que é necessário passar meses ou até anos se planejando financeiramente para essa jornada. E para provar que as coisas não funcionam bem assim, eu recomendo altamente que você leia esse artigo.

Eu conheci o Rafael e a Tamara através de um convite, feito por eles, para ser palestrante no Congresso que estavam organizando, para ajudar pessoas a se tornarem Nômades Digitais. Depois do congresso, continuamos mantendo contato e começamos algumas parcerias.

Nesse intervalo de tempo, o casal se mudou para a Europa e atualmente estão na Romênia fazendo work exchange em um hostel. Eles me contaram que a possibilidade de trocar trabalho por hospedagem começou a ser considerada depois que tiveram acesso às informações do blog Por Uma Vida Mais Rica e à palestra que fiz exclusivamente para o Congresso Nômade.

E para te inspirar e te ajudar com ainda mais informações a respeito do work exchange, eu os convidei para contar aqui no blog como tem sido a experiência para eles.

Texto de Rafael Zenato:

De uns tempos para cá, a ideia de trocar trabalho por acomodação já vinha chamando nossa atenção. Depois de passar três meses alugando um apartamento na Itália, decidimos que era hora de baixar o custo de vida/viagem e viver uma experiência diferente.

Escolhemos a Romênia para ser nossa base no Leste Europeu, uma região do mundo que tínhamos muita vontade de conhecer, principalmente pela história tão diferente da nossa. Eu e a Tamara sempre gostamos do clima de hostel e para nós fez todo sentido buscar um work exchange desse tipo.

Nossa ideia era justamente aprender um pouco sobre o funcionamento de um hostel, fazer amigos e economizar uma grana. Tudo isso conhecendo a cidade e a cultura local com calma, gastando pouco e ainda planejando outras viagens pela região.

E não é que, no fim das contas, a experiência tem sido até melhor do que imaginávamos? É isso que a gente te conta agora!

Como conseguimos a vaga

work exchange na Romênia

Começamos analisando os sites Worldpackers e Workaway, e logo percebemos que o Workaway tinha bem mais vagas para a Romênia. Por isso criamos nossa conta no site e pagamos a taxa para casal, que é de EUR 30 anuais.

Lemos com carinho os perfis dos hostels e mandamos propostas para apenas dois deles. A Tamara dedicou um bom tempo para escrever propostas realmente personalizadas, mostrando que tínhamos prestado atenção em cada detalhe do perfil, visto as fotos, etc.

Não sei se foi sorte de principiante, mas um dos hostels acabou aceitando a gente no mesmo dia.

Acertando os detalhes

Estranhamente, mesmo depois de nos aceitar e trocar algumas mensagens, a dona do hostel se mostrou com um pé atrás por sermos um casal. Falou que tinha medo que a gente não interagisse com outras pessoas (que preconceito é esse?).

Não nos abalamos e fizemos questão de mostrar que estávamos dispostos a ser legais. No fim das contas deu tudo certo. E o hostel nem é “party” como a gente imaginava, pelo contrário.

Além disso, ela nos passou os horários que faríamos pra ver se a gente concordava e explicou direitinho como tudo funcionava. Isso foi muito importante pra que soubéssemos de fato onde estávamos nos metendo.

Condições de trabalho

work exchange na Romênia

Nosso trabalho como voluntários no hostel é bem simples. Temos cinco turnos semanais para o casal, sendo que a gente pode se dividir como quiser.

Como a recepção funciona teoricamente 24 horas (já explico por que é só na teoria), cada turno vai de umas 22h até umas 8h da manhã. No total, dá em torno de 25 horas semanais por pessoa.

Porém, a menos que haja algum check-in previsto para a madrugada, não temos nenhum trabalho para fazer depois de uma certa hora da noite. Então podemos dormir (a dona do hostel está ok com isso), até porque o quarto dos voluntários fica bem na frente da recepção.

Então o trabalho é basicamente:

– Receber os hóspedes que fazem check-in (são bem poucos durante nosso horário);

– Ajudar os hóspedes no que precisarem (informações turísticas, chamar táxi, guardar pertences, pedir telentrega, explicar como as coisas funcionam no hostel, fornecer toalhas ou algo que precisem);

– Preparar o café da manhã um pouco antes das 8h da manhã (não precisa cozinhar nada, só fazer o café e “posicionar” os itens sobre um balcão);

– Checar novas reservas online e incluí-las numa planilha de Excel.

É isso. Fácil, né?

Benefícios: o que ganhamos em troca

Não tem muito mistério: temos direito a acomodação em um quarto compartilhado por 6 pessoas (geralmente é ocupado só pelos voluntários e sobra espaço), mais café da manhã (pão, mel, geleia, cereal, queijo tipo polenguinho, leite, café).

Ah, além disso podemos usar os itens do café durante o dia todo. Isso é bom porque sempre temos pão pra fazer um sanduíche, por exemplo. Nada de especial, mas já facilita a vida.

Como é a experiência?

Work exchange na Romênia

O clima desse hostel especificamente é muito legal, mas isso obviamente varia de um estabelecimento para o outro. No nosso caso são vários voluntários (atualmente três além da gente, mais uma funcionária). Desses, apenas um não é morador local.

Isso é muito legal porque é com essas pessoas que acabamos fazendo amizade de verdade. Com isso acabamos conhecendo bem mais a cultura do país (um dos nossos amigos, por exemplo, adora cozinhar sopas romenas).

Também tem alguns hóspedes que praticamente moram no hostel – estão no local há meses – e acabam se tornando amigos. Eventualmente fazemos amizades com os hóspedes em geral, mas a passagem deles costuma ser de poucos dias, então não é aquele contato, digamos, mais profundo.

Legal, mas quanto custa isso tudo?

Até agora estamos explorando a própria Bucareste – que ao contrário do que muita gente pensa, até que tem bastante coisa pra ver, principalmente parques e a chamada Old Town. Então ainda não fizemos outras viagens pelo país, o que com certeza manteve nosso custo ainda mais baixo.

De modo geral, nossos gastos até aqui foram bem pequenos. A Romênia já é barata, e voluntariando em hostel fica ainda mais em conta. Olha só quanto gastamos em 20 dias:

work exchange na Romênia

– Compras no supermercado: RON 335,47

– Lazer (pubs, restaurantes, passeios): RON 224,00
Transporte: RON 35,00

Total = RON 594,47

1 RON =  R$ 0,85

Portanto, nosso gasto em Reais até agora (20 dias) foi de R$ 507,33.

Esse valor é parcial, já que vamos ficar mais tempo. A previsão inicial era um mês, mas nós gostamos do lugar e a dona do hostel também gostou da gente, então vamos estender nossa passagem por aqui.

Nossos custos tendem a aumentar um pouco porque estamos planejando algumas viagens curtas pelo país, mas ainda assim o custo de vida é baixo.

Sobra tempo para fazer Work Exchange e ainda curtir a cidade e o país?

Tudo depende do seu acordo de work exchange. No nosso caso, sobra bastante tempo. Até porque só trabalhamos no hostel durante a noite, e ainda assim conseguimos dormir. Não é um sono perfeito, mas a gente compensa um pouco na manhã seguinte e fica tudo certo.

work exchange na Romênia

Porém, aqui vai um parênteses: você precisa saber qual é o seu objetivo.

No nosso caso, trabalhamos remotamente como freelancers, então tínhamos duas condições básicas antes de entrar em um work exchange:

1.  O trabalho no hostel não poderia ocupar tanto tempo da nossa rotina, já que ainda temos nossos trabalhos habituais para fazer.

2. Precisaríamos de internet de qualidade para poder trabalhar (o que nesse caso é fácil, pois a Romênia tem uma das melhores qualidades de internet da Europa).

E claro, como somos casal também tínhamos que procurar um hostel que aceitasse nós dois juntos. Mas isso já é especificado na descrição do perfil de cada estabelecimento.

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Conclusão

Nosso work exchange ainda nem acabou, mas já foi uma das experiências mais legais que tivemos. Nunca imaginamos viajar a um custo tão baixo. E ainda estamos tendo a chance de fazer amigos e conhecer um país com dicas de quem nasceu e cresceu aqui.

Se você quer estender sua viagem, viajar no estilo “slow travel” ou até conciliar trabalho remoto com work exchange para juntar uma grana, nós indicamos muito esse tipo de oportunidade. Vale muito a pena! Só lembre-se de tirar todas as dúvidas antes de fechar o acordo (não tenha medo de fazer perguntas, essa é a hora). Boas viagens!

work exchange na Romênia


Tamara e Rafael - perfil2

Rafael e Tamara – Juntos há quase cinco anos, em 2014 começaram a se aventurar pelo mundo. Fizeram intercâmbio, mochilão e hoje trabalham remotamente para poder viajar ainda mais. Escrevem no Nós na Gringa sobre estudo e trabalho no exterior. blogFacebook / Instagram

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Amanda Barbosa

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