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Se tiver medo, vá mesmo assim: escolha viver uma vida de verdade

“Você não tem medo?” “Você já assistiu o filme Hostel?” O que os seus pais pensam dos seus planos?” Eu não faria isso se você…”

Quando eu comecei a falar sobre meu plano de tirar um ano sabático do meu trabalho para viajar, essas foram apenas algumas das milhares de perguntas que as pessoas me fizeram. Enquanto minha família me apoiava (eu culpo meus pais pelas minhas rodinhas nos pés), muitos outros pensavam que eu havia enlouquecido de vez!

Eu nunca vi nenhum desses filmes de terror que haviam mencionado e nem sequer acompanhei qualquer caso nos jornais de pessoas desaparecidas. Eu já viajei diversas vezes sozinha e todas elas me trouxeram experiências positivas. Mas, depois de ouvir tantos alertas e histórias chocantes, um turbilhão de dúvidas começou a brotar na minha cabeça.

Quando a data da minha partida começou a se aproximar, eu passei a repensar sobre algumas experiências que estava disposta a ter, como o Couchsurfing e o work exchange. Cada vez mais ficava mais difícil distinguir os meus medos dos medos daqueles que estavam ao meu redor. E foi então que eu comecei a pensar na diferença entre o medo racional e o medo irracional.

Será que o medo é sempre um sinal de alerta? Ele realmente significa perigo a frente? Ou será que às vezes tudo o que precisamos fazer é ir em direção aos nossos medos?

“O que o mundo quer de mim? Ele quer que eu não arrisque, que eu volte para o lugar de onde vim porque eu não tive coragem de dizer “sim ” à vida?” – Paulo Coelho

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Eu conheci o escritor Paulo Coelho, por um casal de holandeses durante o meu período sabático de um ano em uma das minhas melhores experiências com work exchange. Eu tive experiências e aventuras inacreditáveis, e que muitas pessoas tentaram me dizer que seria perigoso. Eu passei a me acostumar em ter o medo como o meu maior companheiro. Eu estava aprendendo como e quando precisava prestar atenção a essa voz, e quando eu deveria simplesmente ignorá-la. E é claro que também houveram situações nas quais eu tive dúvidas se deveria ou não escutá-la.

Sabendo que eu estava confrontando o medo na maior parte do tempo dessa minha jornada, os meus anfitriões colocaram uma cópia do livro O Alquimista em minhas mãos. Durante duas semanas que estive lá, eles foram os meus mentores. Entre serviços de pintura e jardinagem, cozinhar e assistir filmes próximo a lareira, eles compartilhavam seus ensinamentos de uma vida cheia de aventuras e muito bem vivida, por sinal. Sua força, suas demonstrações de carinho e seus conselhos me ajudaram a lidar com o medo enquanto eu viajava (e continuaram me ajudando por todos os dias da minha vida).

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Medo é relativo

O que me faz sentir medo, pode não ser o que te faz sentir medo. Enquanto eu posso ter medo de resolver uma equação matemática, você pode ter medo de provar um prato exótico típico do Vietnã. Alguns medos são iguais para todos, mas o medo geralmente é pessoal. E não é porque alguém tem medo de alguma coisa, que você também deveria ter. Não se deixe influenciar pelas experiências ou preferências dos outros.

O medo é controlável

Quando pensamos em experimentar situações novas, como um trabalho voluntário em uma fazenda de llamas, ou colher sementes de cacau na Costa Rica, nossa mente começa a entrar em pânico por não conseguir prever o que pode vir a acontecer e por estarmos em uma situação completamente nova e fora de nosso controle. No pior dos cenários, já vamos logo nos preparando para matar ou morrer.

Enquanto essa reação pode ter ajudado na sobrevivência de nossos ancestrais e ser útil em situações de conflito, esse tipo de medo é irracional. A verdade é que tudo pode acontecer a qualquer momento, em qualquer lugar. Por isso, RELAXE – a vida fica muito mais divertida quando substituímos pensamentos apocalípticos por expectativas positivas sobre novas experiências.

Medo pode ser um bom sinal

Eu fiquei completamente apavorada quando fui fazer uma escalada em uma pedra no Equador. Eu entrei em pânico a primeira vez que fiz work exchange na casa de uma família que só falava francês. Eu morri de medo a primeira (e segunda, e terceira) vez que peguei carona com desconhecidos na Espanha ao invés de pegar um trem.

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O medo está nos dizendo que estamos indo além do quadrado de nossa zona de conforto e de nossos limites. Nós estamos sendo impactados por algo que nunca experimentamos antes. Nós aumentamos o nosso conhecimento, nossa força. Às vezes o medo significa que estamos no caminho certo. Significa que estamos indo na direção de nosso crescimento. Significa que estamos vivos. Esse é o tipo de medo que me fascina, pois sei que uma vez que encará-lo, eu passarei a ter mais coragem do que tinha antes.

“Diga-me, o que é que você pretende fazer com sua única e preciosa vida?”

“Seja qual for a sua resposta, deixe o medo ser uma ferramenta, e não algo que te impeça de perseguir seus sonhos”.


Texto original: Alicia, blog Workaway

Traduzido e adaptado por Amanda Barbosa

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Amanda Barbosa

Comentários

2 Comentários
  1. postado por
    Amanda Barbosa
    jul 20, 2016

    Oi Natalia, esse texto me fez me identificar com um monte de coisas também!! Se voce ama viagens e se interessa pelo tema de que a vida é feita de sinais, precisa ler O Alquimista! Tenho certeza que vai amar! Beijo

  2. postado por
    Natália
    jul 13, 2016

    “Você não tem medo?” “Você já assistiu o filme Hostel?” O que sua família acha disso ?”
    “Mas namorado você não tem né, pois se tivesse,ele não iria concordar com isso”…

    Eu já escutei muito isso.Me identifiquei quando li a pergunta do tal filme Hostel,pois já me fizeram essa pergunta.

    Também sou fã do Paulo Coelho,mas livro dele eu só li o “Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei”,eu costumava ler a coluna dele no Jornal Hoje em Dia (acho que ele não escreve atualmente para tal jornal).

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