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O que mudou na minha vida desde o dia em que larguei tudo

Será que estou muito velha para isso? E se o dinheiro acabar? O que será de mim quando eu voltar?

Essas eram algumas da minhas perguntas quando eu decidi deixar o meu trabalho, casa amigos e família para saber de verdade quem era a Amanda. Cansada de viver correndo atrás do próprio rabo e empurrar com a barriga uma vida que não me realizava,  no ano de 2014 eu tomei a decisão de tirar um tempo para mim e ir morar fora do país.

Eu escolhi a Inglaterra como o destino dessa aventura e a partir de então, a minha vida começou a passar por uma sucessão de acontecimentos. Muitos deles não foram nada bons, mas me fizeram perceber que perrengues também fazem parte do processo, e foi graças a eles que a minha viagem tomou um rumo totalmente diferente.

Por conta da minha dificuldade de adaptação em Londres e de uma série de fatores ocorridos no tempo em que fiquei lá, depois de 3 meses na cidade, eu senti no meu coração que era hora de me mover. Parti de Londres para Cornwall, um condado no sudeste da Inglaterra, cercado por natureza e praias lindas e morei em uma fazenda orgânica, onde tive minha primeira experiência com work exchange.

O trabalho exigia bastante esforço físico, e no início eu sentia dores no corpo e um cansaço que não me pertencia. Mas eu estava feliz, pois senti que aquele era o meu lugar. Tive contato com pessoas de diversas partes do mundo que por algum motivo compartilharam suas dores e alegrias comigo, e isso me fez enxergar o quanto suas diferentes histórias de vida tornam cada ser humano aqui na Terra único e especial.

Minhas flatmates em Londres
Minhas flatmates em Londres

Depois de um mês de work exchange nessa comunidade, eu segui para uma nova experiência em uma outra fazenda. O serviço era muito mais leve, mas dessa vez eu trabalhava boa parte do tempo sozinha, e por isso, a cada novo dia que se passava, eu mergulhava com mais força em uma enxurrada de pensamentos que tomavam conta de mim.

Por muitas vezes eu chorei de saudade das pessoas que eu amava,  de tristeza, por lembrar de feridas que eu ainda não havia cicatrizado e por não conseguir encontrar as respostas para as minhas milhares de perguntas. Aos poucos, fui aprendendo a ficar bem comigo mesma e percebendo que esses momentos estavam sendo importantes para que eu me conhecesse melhor. Entendi que cada vez mais aquela viagem vinha sendo responsável por um grande processo de transformação do meu ser.

Deixei a fazenda, e antes de retornar ao Brasil, decidi viajar por um mês pelo Europa, onde, em alguns momentos eu segui sozinha e em outros acompanhada de amigos antigos ou que fiz na estrada. Lembro-me de um dia, quando ao me pesar despretensiosamente em uma farmácia em Portugal, me dei conta que havia ganhado 7 kg nos meus 6 meses morando na Europa. Naquela hora, eu percebi que mesmo com a minha viagem prestes a chegar ao fim, eu ainda não tinha certeza se realmente conhecia a Amanda. Afinal, como alguém ganha 7 kg e não se dá conta disso?

Cornwall, Inglaterra
Cornwall, Inglaterra

De volta ao Brasil, eu comecei a perceber o real valor nas coisas simples da vida, e passei a agradecer por cada dia que acordava no conforto da minha cama, a cada suco de fruta natural que eu bebia, a cada fim de tarde ensolarado, a cada encontro com amigos que tanto torciam por mim durante a minha viagem. Eu me dei conta de que tudo o que vivi nessa experiência, me mostrou o real significado do sentimento de gratidão. Eu sentia gratidão por tudo, mesmo por aqueles momentos em que nada parecia fazer sentido.

Muitas fichas começaram a cair, e finalmente um ciclo se fechou para dar lugar a outro. Foi através de um profundo processo de auto conhecimento que essa viagem me causou, que eu comecei a sentir uma necessidade enorme de compartilhar o que eu havia  vivido, e mostrar para as pessoas que o mundo é infinitamente maior e melhor do que a gente imagina. Foi então que surgiu o blog Por Uma Vida Mais Rica.

Sete meses depois, eu embarcava para uma nova missão. E dessa vez o meu destino era a Califórnia. Na época, a única coisa que eu sabia sobre essa aventura, é que seria uma viagem desafiadora, pois eu corria o sério risco de não conseguir chegar ao final dela,  já que levava pouca quantia de dinheiro no bolso. Mas, como não havia nada a ser feito naquele momento que pudesse mudar essa situação, minha única saída foi apenas me entregar ao Universo e confiar, e confiar e confiar…

Cascais, Portugal
Cascais, Portugal

Durante os quase 3 meses de viagem, eu percebia que quanto mais eu me entregava, mais pessoas e situações surgiam para que eu pudesse superar ainda mais meus medos e quebrar paradigmas… dessa vez, além do work exchange, eu decidi, ter a experiência do Couchsurfing… e a cada vez que eu ia ao encontro de alguém que abria a porta de sua casa como se eu fosse uma velha amiga, eu era tomada por um sentimento inexplicável de felicidade que mal cabia dentro de mim, e não me cansava de agradecer pela oportunidade de ter os meus caminhos cruzados com os dessas pessoas.

Da vivência de um work exchange em uma fábrica de sidra em Sacramento, passando por uma fazenda orgânica espiritualista até os momentos inesquecíveis entre amigos que fiz através do Couchsurfing em San Diego…  é, essa viagem só pode mesmo ser resumida em apenas uma palavra: ENTREGA! E foi assim que retornei ao Brasil! Com um sorriso incessável no meu rosto e lotada de novas histórias para compartilhar!

Desde meu retorno, eu tenho trabalhado duro nos meu projetos, que no momento se resumem nos meus serviços de consultoria work exchange e no desenvolvimento de alguns negócios digitais, além dos trabalhos freelance com produção de eventos que faço esporadicamente. Sim, é disso que eu vivo atualmente, o que obviamente me trouxe uma maior instabilidade financeira, já que abri mão de um emprego com salário fixo no final do mês para ir em busca dos meus sonhos e da minha liberdade.

Só que durante muitos momentos, enquanto me dedicava na realização desses projetos, eu comecei a me questionar se isso o que eu estava vivendo era mesmo liberdade.  Muitas vezes eu me via sendo dona do meu tempo, e da minha rotina, mas ao mesmo tempo me via impedida de fazer coisas tão triviais, como uma simples saída com amigos, pois sabia que esse dinheiro e as horas “desperdiçadas” longe dos meu projetos, poderiam me fazer falta no final do mês.

Mas hoje, mesmo depois de algumas boas cabeçadas, e da crise de stress que enfrentei no primeiro semestre desse ano por conta de todos esses meus conflitos profissionais, eu ainda sim posso afirmar que não trocaria as minhas escolhas por absolutamente nada nesse mundo.

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work exchange na Califórnia

Eu tenho aprendido a lidar com incertezas, a confiar mais no meu coração e, mais do que nunca, tive reafirmado dentro de mim que somos nós os únicos responsáveis por criarmos a nossa própria realidade. Por isso, se a sua mente vibra medo na maior parte do tempo, será nessa energia que você irá viver. Ou, se você acredita que para ter sucesso, precisa virar noites a fio e abdicar completamente de fazer as coisas que mais ama, será essa realidade que você terá pra você…

Eu entendi que para alcançar os nossos objetivos, é preciso ter foco e muitas vezes fazer renúncias, mas entendi também que mesmo colocando toda a nossa energia naquilo que acreditamos, não somos nós os donos do controle remoto capaz de escolher o momento que as coisas devem acontecer. Eu entendi que o sucesso está quando encontramos o nosso ponto de equilíbrio, quando deixamos de vibrar ansiedade e medo para vibrar abundância e amor, quando aprendemos a não nos levar a sério demais. Eu entendi também que momentos difíceis fazem parte da vida de qualquer ser humano, mas que acima de tudo, não podemos esquecer que só estamos aqui por um único motivo comum: sermos felizes!

“Uma pessoa que nunca cometeu erros, é uma pessoa que nunca tentou algo novo”.        Albert Einstein

 

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Amanda Barbosa

Comentários

2 Comentários
  1. postado por
    Amanda Barbosa
    set 12, 2016

    Querido Marco, existem situaçõs e pessoas que surgem em nossas vidas e que simplesmente não conseguimos explicar o motivo! A única coisa que conseguimos saber ou talvez sentir, é que nada mais será igual depois delas! Adorei saber um pouco mais de sua história e confesso que fiquei curiosa para conhecer Israel, mais ainda depois de assistir a um filme no cinema que se passava lá 🙂 Espero que esse blog e as minhas experiências estejam, de alguma maneira, agregando em sua vida! Um beijo, Amanda

  2. postado por
    Marco Carboni
    ago 29, 2016

    Amanda, encontrei o seu blog porque recentemente fiz uma viagem a Israel que aconteceu de uma maneira extremamente inusitada, num momento nada propicio, porem no meio do caos da minha vida acabei largando tudo (momentaneamente) e decidi viver a experiencia de ir ao casamento de um amigo la naquela terra. Bom, durante os 15 dias que fiquei por la, tive experiencias fantasticas de vida, pude observar uma outra cultura, fiz novos amigos, levei um pouco da minha cultura pra la e nem preciso dizer que vivi intensamente algo novo, inesperado, fascinante e que mudou meu coracao pra sempre. Tive a mesma vontade de continuar viajando e buscando essa conexao – em outros lugares – comigo mesmo – com novas pessoas e novas experiencias…..
    Te achei, li, re-li, e quero te dizer que essas palavras de incentivo, o compartilhamento de suas experiencias, sao de uma nobreza incrivel!!!!
    Saber que o mundo pode ser explorado, conhecido, vivido – com acontecimentos bons e ruins, saber que somos e podemos ser capazes de realizar isso, nos torna mais fortes a seguir os nossos desejos e anseios!!!! obrigado por compartilhar um pedaço da sua historia e das suas experiencias conosco!!!! Virei seu fã!!!

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